terça-feira, 25 de setembro de 2012

PREPARANDO PARA A ESCRITA

"PREPARANDO PARA A ESCRITA" é um tema do período de prontidão, permeado por tantas oportunidades pedagógicas de grande interesse ao professor e educador, pois a rotina educacional na instituição infantil além de revelar preocupações com o "cuidar" das crianças, também se reveste da responsabilidade do ensino. Por estarmos sob a ótica de um assunto tão específico: "PREPARANDO PARA A ESCRITA", a orientação pedagógica é aproveitar ao máximo a criatividade, as brincadeiras, e principalmente explorar a coordenação motora! Lembra da técnica do "alinhavo"? Então, esta atividade desenvolve desde a possibilidade de aprender a amarrar os cadarços e aporta na habilidade de coordenação motora fina: o "pinçar da escrita". Vários artigos e trabalhos de pesquisas acadêmicas contemplam com muita propriedade que o desenvolvimento motor na fase inicial da infância é preparatório ao ato de segurar o lápis adequadamente, adquirir a firmeza e a habilidade necessárias ao traçado das letras para escrever. Esta fase pela qual nos debruçamos em atenção: a infância, é o momento mais precioso em que temos a chance para "semearmos" as condições predisponentes aos atributos da aprendizagem da leitura e da escrita. Escrever bem e com clareza, é reflexo de um bom caminho percorrido lá no passado, quando fomos estimulados primeiramente através da coordenação motora grossa, para gradativamente iniciarmos o domínio até mesmo dos menores gestos, chegando ao movimento de "pinça" e adentrando no que denominamos: coordenação motora fina. Vejamos com muita atenção estes dois tipos de coordenação motora, pois serão sempre os principais eixos no contexto da estimulação infantil para o desenvolvimento físico e gráfico. Uma vez alcançada a habilidade da coordenação motora, evidenciamos o crescimento da criança como um todo. Quando a criança atinge o almejado aspecto postural, o equilíbrio corporal e é capaz de locomover-se com segurança, na verdade já está dando os primeiros passos rumo à sua independência no caminho de tantas novidades. Como já esclarecemos, assim como é gradual o crescimento humano, paralelamente é gradual a formação de conceitos globais no processo da educação. De acordo com LUCIENE R0CHAEL, a estrutura da Educação Psicomotora é a base fundamental para o processo intelectivo e de aprendizagem da criança. O desenvolvimento evolui do geral para o específico; quando uma criança apresenta dificuldades de aprendizagem, o fundo do problema, em grande parte, está no nível das bases do desenvolvimento psicomotor. A autora apresenta este enfoque no seu artigo: "A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM", cuja leitura pode ser aprimorada em seu site datado de 2008, no seguinte endereço virtual: http://consulpsicoped.blogspot.com.br/p/psicomotricidade.html *** A Autora ainda lembra que durante o processo de aprendizagem, os elementos básicos da psicomotricidade são utilizados com frequência. O desenvolvimento do Esquema Corporal, Lateralidade, Estruturação Espacial, Orientação Temporal e Pré-Escrita são fundamentais na aprendizagem; um problema em um destes elementos irá prejudicar uma boa aprendizagem. O ato antecipa a palavra, e a fala é uma importante ferramenta psicológica organizadora. Através da fala, a criança integra os fatos culturais ao desenvolvimento pessoal. Quando, então, ocorrem falhas no desenvolvimento motor poderá também ocorrer falhas na aquisição da linguagem verbal e escrita. Muito bem trabalhado o texto da Autora, completamos o conhecimento com ensinamentos até mesmo no plano da fundamentação neurológica que trata de explicar a correspondência das atividades de coordenação com a habilidade da escrita. Então transcrevemos: (...) "A educação psicomotora ajuda a criança a adquirir o estágio de perfeição motora até o final da infância (7-11 anos), nos seus aspectos neurológicos de maturação, nos planos rítmico e espacial, no plano da palavra e no plano corporal." Cabe principalmente a cada profissional estar disposto à muitas leituras de caráter exploratório que ajudam neste avançar das técnicas que nos levam ao mundo da formação infantil. Nesta linha, queremos despertar a conscientização sobre a importância da coordenação motora com relação à grafia. Contudo, a coordenação de modo geral, permite a normal integração da criança no meio pessoal, familiar, social e educacional. Um transtorno na habilidade motora traz consequências para a estruturação e organização das AVDs (Atividades da vida diária), e à este nosso argumento, somanos o conceito escrito por LUCIENE ROCHAEL,também escrito de modo agradabilíssimo sobre: TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇAO (TDC). No decorrer do texto, a Autora apresenta um relevante conceito: Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: é a dificuldade para coordenar os movimentos, e resulta na incapacidade da criança para desempenhar as atividades diárias. Manifestações: Algumas crianças parecem ser mais desajeitadas ou estabanadas que as outras. Elas ficam tristes por não conseguirem acompanhar os colegas nas brincadeiras motoras e, muitas vezes, são alvo de comentários de professores e colegas, devido à letra feia, cadernos bagunçados, cabelo mal penteado e roupas em desalinho. Como podemos observar, ao educador cabe muita sensibilidade para perceber qualquer sinal no corpo ou expressão corporal da criança, bem como em seus gestos e domínio muscular, que sejam indicativos de "fragilidade". Ao menor sinal de insatisfação quanto ao desenvolvimento global, cabe a tarefa deliciosa da estimulação infantil! A boa estimulação resulta em respostas significativas para a amplitude das ações infantis, até que se consiga chegar ao processo da escrita: diríamos, a habilidade mais difícil da coordenação para a criança. Muito mais do que repassar conceitos, a nossa proposta é avivar a leitura acerca da educação infantil e seus vértices na aprendizagem. Estamos sempre em pleno movimento comemorando com outros profissionais, cada nova integração que surge para reforçar os padrões de melhor conduzir as nossas crianças! Ao observarmos as novidades aqui ou ali, vamos abstraindo ideias semelhantes ou procedimentos diferenciados, mas sempre lucramos com as novas experiências. A criança é assim também, porém o foco da 1ª infância circunda mesmo ao redor da propulsão motriz/motora, pela qual, dinamicamente o movimento conduz um pequenino até a sua conquista prazerosa para ler e escrever. Atualmente a tecnologia colabora grandiosamente com a questão das interfaces bibliográficas, por onde coletamos informações, lançamos comparativos e podemos usufruir de infinitas atividades, principalmente dispostas na disciplia de artes, desenhos para colorir, cobrir pontilhados, que são considerados meios repetitivos que auxiliam o período de prontidão que é tão indispensável ao domínio motor para a escrita perfeita. Já que falamos em sites e internet, cabe uma excelente indicação para a complementação de leitura! Seria bom conceder um tempo suficiente para olhar cada cantinho do site: "EDUCANDO OS BAIXINHOS, UM ESPAÇO CRIADO PARA QUEM AMA A EDUCAÇÃO", cuja fonte é: http://joaopharaoh.blogspot.com.br/2011/04/corrigir-ou-aceitar-o-erro-no-processo.html, lá estivemos como o "tatuzinho mascote da página", "cavocando um pouco mais de saber" principalmente com relação ao nosso tema principal: "PREPARANDO PARA A ESCRITA", e eis que trazemos aqui um fragmento do artigo "CORRIGIR OU ACEITAR - O ERRO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO", que dispõe: "No processo de aprendizagem da leitura e da escrita, a criança defronta-se com um mundo cheio de atrações (letras, palavras, frases, textos) e se engajará neste mundo muito mais facilmente se puder participar integralmente dele e se o processo for transformado num grande ato lúdico (participativo, inteligente, prazeroso), em oposição ao ato técnico (estático, repetitivo, mecânico) muito próprio das escolas. Portanto, podemos perceber a necessidade de se relacionar o processo de alfabetização com o lúdico, na forma de jogos e brincadeiras, que despertam o interesse e arrebatam a atenção das crianças, tornando este processo recheado de significado. Contudo, não podemos esquecer que é da imitação e da repetição que nascem as primeiras construções infantis. Nesta orla, primordial é estabeler um trabalho educativo recheado de bom senso! O nosso aluno não deve ser castigado com infinitas cópias mecânicas. Este procedimento jamais será aceitável em qualquer fase da vida do ser humano, pelo entendimento de não trazer benefícios produtivos. Porém, de quantas atividades lindas e chamativas podemos nos aproveitar para a elaboração de um bom planejamento pedagógico para os pequeninos que estão "engatinhando para escrita". Livros didáticos e cartilhas são os melhores exemplos da "mecanização" para o treino da alfabetização. Quem não recorda de cobrir os pontinhos daquele sapinho até a lagoa! Ou daquela atividade de cobrir tracejados levando a galinha até os seus ovos no ninho? Pois bem: é esta mecanicidade tão gostosa que impulsiona o grafismo! É essa condição de domínio do lápis sobre uma linha, por exemplo, o que irá determinar o benefício do treino gráfico para a aquisição da escrita. Finalmente, coloquemos as vogais estilizadas em tamanho grande em folhas de sulfite, e apliquemos tinta colorida na ponta do dedinho da criança para que ela percorra corretamente o contorno de cada letra. Após este treino, a expessura do material de contorno vai aos poucos diminuindo, ou seja: depois de cobrir as vogais com tinta, o próximo objeto poderia ser com o gizão de cera (grosso); depois, giz normal; canetão; giz de cera fino; canetinha hidrocor; até chegar no lápis preto ponta média. PREPARANDO PARA A ESCRITA, é um assunto que combina também com cada um dos sentidos proprioceptivos, ao passo que após adquirida a qualidade gráfica, cada composição despontará sob os auspícios da sensibilidade individualmente adquirida. A naturalidade com que os exercícios preparatórios são realizados, a forma lúdica para desenvolver os treinos reconhecidamente mecânicos, são diferenciais entre um e outro profissional. Somamos ao supracitado conceito que: "a criatividade do professor e o seu amor pela didática na formação infantil podem criar os mais diversificados meios e fazer de cada um dos treinos mecanizados ou exercícios para o amadurecimento no período de prontidão, um momento de descontração. Concluindo mais esta abordagem em parceria com o bem estar infantil, de modo que aprender brincando conduz mais fácil e rapidamente ao saber concreto! REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO: CURTSS, Sandra. A Alegria do Movimento na Pré-escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988. GUILHERME, Jean Jacques. Educação e Reeducação Psicomotoras. Porto Alegre: Artes Médicas, 1983. LASSUS, Elisabeth. Psicomotricidade – Retorno às Origens. Rio de Janeiro: Panamed, 1984. LEBOUCH, Jean. Educação Psicomotora: Psicocinética na Idade Escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987. LEBOUCH, Jean. O Desenvolvimento Psicomotor: do Nascimento aos 6 anos. Porto Alegre: Artes Médicas. MEUER, A. de. Psicomotricidade: Educação e Reeducação: níveis maternal e infantil. A. de Meuer e L. Staes. Tradutoras Ana Maria Izique Galuban e Setsuko Ono. São Paulo: Manoel, 1989. *** MAGALHÃES, L. C. et al. Avaliação da coordenação e destreza motora – ACOORDEM: etapas de criação e perspectivas de validação. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v.5, n.1, p. 17-25 2004. MISSIUNA, C. Crianças com Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: em casa e na sala de aula. Trad. Lívia Magalhães. CanChild, Centre for Childhood Disability Research. Internet, disponível em: http://dcd.canchild.ca/en/EducationalMaterials/resources/DCDportuguese.pdf Fonte de Pesquisa: http://www.eef.ufmg.br/neiddi/tdc.htm
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